quarta-feira, 11 de agosto de 2010
QUE SEJAMOS OS TERCEIROS
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
alguém vê a tragédia total
e o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
alguém vê o fim
e o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
alguém vê a riqueza material
e o outro pode encontrar por trás de tudo,
a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
alguém vê a ignorância,
um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.Cada qual vê o que quer,
pode ou consegue enxergar.
Porque eu sou do tamanho do que "vejo".
Fernando Pessoa
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A Iniciação é a sua própria vida.

segunda-feira, 12 de julho de 2010
O sorriso ao pé da escada.

Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso
de viver nem de cantar.."
O despertar da consciência é urgente.
Nada é bonito demais, é perfeito demais, é incrível demais...
Desconfie sempre, é o que dizem!
Hoje, ao contrário dessas pessoas, me enquadro no rol dos felizes por natureza.
Aqueles que sem medo aceitam a felicidade que lhes foi ofertada.. agraciados, sem medo de ser feliz!
Explicarei melhor:
“Tenho confiança”, disse Sócrates, “que realmente existe uma coisa como viver de novo, que os vivos surgem dos mortos e que as almas dos mortos estão em existência.” Ralph Waldo Emerson concordava: “A alma vem de fora para o corpo humano, como para uma morada temporária e torna a sair dela... passa para outras habitações, pois a alma é imortal.” Passando para o início do século XX, o industrial Henry Ford disse: “Adotei a teoria da reencarnação quando tinha vinte e seis anos”. Essa surpreendente declaração, coloca-o num grupo seleto de americanos dos séculos XVIII, XIX e XX — Thomas Edson, Benjamin Franklin, Tom Paine, Henry David Thoreau e Walt Whitman entre outros — que acreditavam que a alma, a energia que anima o corpo, passa para um novo corpo quando o atual morre.
Em suas várias tradições históricas, a reencarnação sugere coerentemente que esta vida é só um quadro num filme de vidas e o corpo que temos agora não é o primeiro, apenas o mais recente. Os que propõem a reencarnação dizem que “o tipo e modelo” de nosso veículo corporal são o resultado de atividades que realizamos na estrada de nossas vidas anteriores e as atividades executadas nesta vida contribuem para a espécie de veículo que habitaremos em nosso próximo nascimento. O princípio de que a ação atual influencia as vidas futuras chama-se karma, em sânscrito, e é esse princípio que molda a lógica da reencarnação: para cada ação, reza a lei do karma, há uma reação, muito semelhante à Terceira Lei do Movimento de Newton. Pode-se ver a reencarnação como a colheita dos frutos da ação: agindo bem, ganha-se um corpo bom; agindo mal, ganha-se um corpo ruim. Nosso veículo corporal refletirá nosso saldo bancário kármico. O equivalente bíblico seria: “Assim como semeardes, assim colhereis”. Em A República, Platão parafraseou o mesmo princípio: “Deus não tem culpa: o homem escolheu o próprio destino e fê-lo por suas ações”.
Isso nos leva a busca pela iluminação da alma e o desprendimento do corpo material.
A Yoga pode ser considerada como um conjunto de tradições que têm como objetivo comum a liberação do sofrimento e a realização da iluminação. O termo Yoga deriva do sânscrito yug, que significa união. Esta união é a que pode acontecer entre qualquer ser humano e a divindade. A concepção de Yoga é, portanto, similar ao que gnosticismo entende por religião, ou seja, pelo re-lígere, termo que também pode ser entendido como união com a divindade.Através desta União Mística proporcionada pela prática e pela filosofia da Yoga, o ser humano pode adquirir domínio sobre sua natureza inferior, sobre seu corpo, suas emoções e seus pensamentos, libertando-se assim de toda trava proveniente de seu contato com a vida material.
A palavra reencarnação compõe-se de cinco elementos latinos: re-= “de novo”; en-= “para dentro”; carn-= “carne”; ação-= “causar ou tornar-se”. Reencarnação então significa literalmente “o processo de voltar à carne”. Está implícita a idéia de que temos alguma coisa que é separada da carne, ou corpo, que volta depois da morte.
No Oriente, tanto as religiões convencionais como as seitas místicas aderem à doutrina da reencarnação, embora poucas dêem crédito à idéia de ressurreição. A opinião predominante no Oriente é que depois da morte o corpo material se decompõe, e seus elementos são reabsorvidos pela terra. É a alma não material que continua.
A essa altura você deve estar se perguntando:
Onde a Felicidade se encaixa?
Ao estudar essas filosofias, encontro o norte para o entendimento de tudo que sou hoje, e da felicidade que me apetece! Falaremos de “consciência”, e aí está a felicidade, porque a ciência estuda a consciência como pelo menos uma força potencialmente não-material dentro do corpo, e as pessoas religiosas, muitas vezes, aceitam a consciência como sinônimo ou, pelo menos, como sintoma da alma.
A busca pela iluminação interior e o desprendimento da carne é o caminho... o encontro com os Deuses. A Luz! A felicidade que me cabe é merecida, vêm de outras vidas, de uma batalha incessante.
Arte, vida, amor e luz!
Axé!
sexta-feira, 18 de junho de 2010

No topo de um alto cume, um peregrino observa o vale. Seus olhos fitam as sombrias silhuetas dos habitantes da região descortinada diante dele. Nas mãos protege um cálice de néctar sagrado.
Ali, ante o peregrino, árvores são plantadas, árvores são cortadas. Casas são erguidas, casas são desfeitas. Caravanas acercam o vale, caravanas afastam-se dele. Toda a vida do vale desenrola-se sob seu olhar paciente. Bem distante, nos limites do horizonte, nuvens pesadas se formam. Ventos velozes movem-as com força, ruidosamente, mas nem a iminência de tempestade abala o peregrino.
A aproximação do mau tempo leva os habitantes do vale a se protegerem. Cada um "zela" pelo que lhe convém, sem notar que a seu lado há quem esteja em maior desamparo.
[...]
O peregrino segue: Em missão pela paz, e pelo amor.
Na fé para que o bem floresça. O néctar seja vendido em maior quantidade. Os ventos mudem de direção. E o sol preencha o vale com sua luz.
domingo, 6 de junho de 2010
Soneto 96
Nada há que impeça.
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
È astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
